Outro dia um amigo postou no facebook que estava em Congonhas, e que adorava aquele clima de aeroporto. Eu respondi que passava. Ele, como verdadeiro amante do circuito, me provocou perguntando se eu preferia rodoviária. Bem, eu prefiro heliponto, respondi.Brincadeiras à parte, claro que prefiro aeroporto à rodoviária. Quando disse que passava não estava fazendo uma escolha, e sim declarando um bode.
Acho um saco você ter que chegar pelo menos uma hora antes do seu vôo, para invariavelmente ter que esperar ainda mais porque seu vôo vai atrasar. É tão comum que os vôos atrasem que quando um sai no horário você comemora como se tivesse recebido um prêmio.
E as trocas de portão de embarque? Seguem na mesma pegada dos atrasos. Quando o portão não muda você nem acredita. Dá aquela sensação de pegadinha, tudo tão normal que alguém deve estar aprontando alguma coisa.
Bem, aí tem aquela guerra para entrar no avião. PQP, se as poltronas são numeradas, Cristo Rei, alguém pode me explicar o motivo de tanta ansiedade para entrar no avião? É vontade de permanecer mais tempo engaiolado? Fora que a tentativa das companhias de fazer a galera do fundão entrar primeiro para facilitar o “carregamento” da aeronave parece que ainda não foi entendida. Um amigo meu que é piloto disse que o pessoal se bate para entrar rápido no avião para não ficar sem espaço no bagageiro. Faz sentido. Mas por que? Porque brasileiro não respeita regras. Se todo mundo respeitasse o tamanho, peso e quantidade para as bagagens de mão, ninguém ia ficar com medo de não ter espaço para sua bagagem. Mas…
Bem, aí tem as instruções de vôo em inglês. Cada vôo que pego parece que o nível do inglês piora. A questão é que nem precisa saber falar inglês, basta treinar um pouco o discurso, que é sempre o mesmo. Ninguém vai saber se você fala ou não. Mas aí você pega um comissário falando como está o tempo. Já sangra aos nossos ouvidos, imagine aos da gringolandia!
Se não tiver nenhuma criança barulhenta ou chorona eu pelo menos sou do time que o avião mal decolou, e já estou dormindo. Esta é a minha vantagem. Alguma eu tinha que levar, não é?
Aí o vôo acaba, para mim em céu de brigadeiro de verdade, e começa o descontrole para sair do avião. Aquelas mesmas criaturas que brigaram para entrar na aeronave, agora brigam para sair. Não respeitam o sinal para retirar o sinto de segurança, e ficam todos em pé, em fila, como se aguardar em pé fizesse o tempo diminuir. Que preguiça…
Bem, se você despachou alguma mala nem preciso dizer que no final da viagem, quando você já não vê a hora de chegar em casa, aquela aglomeração de gente igualmente desperada na frente das esteiras é algo enjoativo. Eu faço tudo para evitar o despacho, mas às vezes a viagem é mais longa, aí não tem jeito. Tem que encarar mais esta adorável etapa do maravilhoso mundo dos aeroportos.
E se você for paulistano, e estiver chegando via Congonhas, não mande o seu dinheiro agora, porque a espera por um taxi, dependendo do horário, ultrapassa os 45’ tranquilamente.
Super divertido não é?
Leona agradece a preferência e deseja boa viagem!
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