segunda-feira, 6 de junho de 2011

minha humana

Eu tenho uma humana que me adora. Ela acha que é minha dona, e eu não discuto porque do jeito que ela me trata, pode achar qualquer coisa, até que é minha mãe… tcs, tcs, tcs!!

Vou contar a minha história com a minha humana para vocês. Eu fui adotado por um ex namorado dela. Tenho para comigo que ele queria ficar mais próximo, e sabendo que ela amava bichanos, acabou me adotando para garantir tal proximidade.

Me dei bem né? Estava desidratado, com pulgas, vermes e o caramba... Um ratinho em pele e osso. Mesmo que tivesse ficado com meu humano, dividindo espaço com dois Rotweillers, já estaria no lucro. Mas confesso que quando conheci minha futura humana entendi que o meu verdadeiro lar ainda estava por vir.

Ela morava sozinha, em um apartamento chegadinho, que só precisava de umas telas para me receber. Não que não curtisse o meu outro humano. Ele era um cara legal, carinhosos, preocupado comigo, colocou até um guizo no meu pescoço para saber por onde eu andava e assim não pisar em mim. Mas o fato é que a preocupação dele não era à tôa, ele calçava 48, e com certeza se pisasse em mim, seria meu falecimento. E tinha também o lance da cachorrada. A Meg era boazinha, me dava um boi e tudo. Mas o Jack era um animal louco para me devorar. Não dava para relaxar.

Foi aí que joguei um charme forte para minha futura humana. Para ela e seus pais também. Fiz logo serviço completo. Brincava muito, corria atrás de bolinhas e depois trazia na boca, ratinhos, ponto de luz na parede, fazia chamego, dormia no colo dela, ronronava… E para ajudar, fui ficando um gatão saudável e cheio de saúde. Não deu outra. Ela não resistiu e logo me pediu de presente para o meu humano.

Ele não gostou muito da idéia... Não sei se porque já tinha se apegado, ou porque queria me usar como moeda de troca. Só sei que minha humana teve que trucar e dizer que se ele não me desse, ela iria adotar outro gato. Eu tremi. Imagina, perder aquela boiada toda? Sei que no final deu certo. Meu humano era o tipico humano de cachorro, não sei se rolaria uma adaptação à minha rotina de felino. Fora o fato dele provavelmente ter percebido que minha humana era meio felina também, e que amarras não era com ela, logo a tática de aproximação não daria certo mesmo. Aí acabou cedendo e me doando para minha atual humana. Missão cumprida, fiquei contentão!!

Hoje levo vida de rei. Me alimento com a melhor ração que o mercado pode oferecer, tenho meu banheirinho ao menos duas vezes ao dia devidamente higienizado, uma porção de brinquedinhos para me distrair, uma consulta uma vez ao ano com o maior especialista de felinos do Brasil, uma pá de amigos da minha humana que me adoram, fora os pais dela, a irmã, e até o cunhado… Então com um denguinho aqui e outro ali, faço minha humana de escrava, e sem que ela ao menos se dê conta, tenho logo tudo o que eu quero.

Então eu só digo uma coisa. Se para ter este boi todo, eu preciso deixar ela me chamar de filho, falar comigo de forma infantilizada, me apertar e morder de vez em quando, achando que é minha dona, tá tudo certo. Contrato assinado.

4 comentários:

Monica Varriano disse...

Que lindo, Ursula!!
:D

Ursula Longo disse...

ai monica, sou tão apaixonada pelo meu filho felino que às vezes penso que sou louca... rsrs

Anônimo disse...

vc é louca, kkkkkkkkkkkkkk
e amamos vc e sua loucura..
adorei o texto, bjobj o U..

Caíto

Ursula Longo disse...

amo muito vocês também minhas delícias!