Dudu era o que alguns chamariam de um menino de caixa de algodão. Guri criado à moda antiga e em Porto Seguro. Não falava palavrão, abria a porta do carro para as colegas de trabalho e não deixava nenhuma delas carregar as sacolas de compras. Tirando o fato de ser corintiano, tudo nele era meio que realeza. E pensando bem, nem quando seu time ganhava, o adversário levava um “chuuuuuuuuuuuupa”. Era um pequeno gentleman.
E nós claro, por não conseguirmos lidar com tamanha polidez, logo lançamos a campanha “larga a mão dudu”. Uma tentativa medíocre de fazer o guri ganhar sua porção ogra e, quem sabe, enquadrar-se melhor ao meio por ele agora freqüentado.
Como todo menino criado a leite ninho, ele entrou no clima. Fazia que estava conquistando um cadinho de podridão para nos agradar, mas em nenhum momento deixava de ser o rapaz que no fundo todos nós gostaríamos de ser um pouco.
E sem que nos déssemos conta, lá estava ele, fazendo uma gracinha aqui, outra ali, no meio de seus “ô loco”, “sacumé”, “ai sim heim”, “pela melzinho eu faço tudo”... Para que achássemos que nossa campanha era vitoriosa, quando de fato ele não deixou sua essência de lado nem por um segundo.
Foi firme quando precisou, aprendeu a cobrar tarefas sem ficar constrangido, participou das tão almejadas ações e atividades, agüentou todos os bodes da casa que ameaça, mas não cai, conduziu dinâmicas e entrevistas, vez por outra achando que não podia, mas sem nunca deixar de fazer. E sim, aprendeu. Aprendeu a lidar com toda aquela gente um pouco maluca, um pouco hostil, e principalmente deu seus primeiros passos em um mundo de gente grande.
E para quem duvida que além disso tudo, nosso Johnny Dudu Bravo também é um menino para casar, é porque não estava no amigo secreto, e não viu ele dando para a futura mamãe do escritório, a colcha feita à mão pela sua bisa, que ele usou em seu batizado. Ganhou o suspiro de todas as almas femininas e a certeza de que a flor que tiver a sorte de enxergar o grande Dudu que existe dentro da caixa de algodão, será de uma sorte sem igual.

8 comentários:
dudu? ai sim heim!
Muito legal...Realmente o cara é do bem!!!
ele é um fofo mesmo massa. e vai de verdade fazer muita falta!
adoro suas homenagens...
sempre grata com versões românticas.
Parece besteira mas o reconhecimento hj é excessão..
Parabéns U..
me orgulho de ter uma "esposa" dessa.
bjobjo Caíto
caíto, uma das coisas que eu sempre digo é que temos que cuidar mais uns dos outros. e uma das formas de cuidar é demonstrar gratidão. o dudu foi uma figura muito especial tanto para mim, quanto para o green. espero também que tenha conseguido o mais difícil, que é demonstrar esta gratidão no dia-a-dia.
ps: adoro suas visitas!
Homenagem linda para o homem mais lindo que já passou por esse RH.
Os quase 2 meses que trabalhei com ele foram ótimos.
Garoto querido, educado, fará falta com certeza.
Duduuuuuu, beijo da "chefinha".
Uuuuu, saudade!!!! Tenho certeza que o Dudu vai levar coisas maravilhosas do Green, pq trabalhar contigo é uma honra.
beijãooo da sarnentinha.
ahhhh meu crystal, a culpa é sua, afinal esta seleção foi toda sua!
trabalhar com você e com o dudu foi delicioso, vocês são maravilhosos e eu só posso dizer que fico cada vez mais coruja por vocês.
beijo da sarnentona! rsrs
Lindo!...
O Dudu e a homenagem!
Ula muito especial sua percepção da caixinha de algodão. Quantos grandes seres estão por trás dessas caixinhas. E vc, não apenas pelo ofício, mas por ser quem é, sabe captar e respeitar da melhor forma as essências.
Pam
a rotina que vivemos faz de um tudo para que deixemos passar batido as sutilezas da vida, que são na maior parte das vezes, as grandes belezas que temos. cabe a nós o exercício de não ceder a esta rotina, para poder enxergar o que se esconde dentro de algumas caixinhas, não é?
beijo grande,
ulla
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