segunda-feira, 29 de agosto de 2016

eu posso

eu posso

me entregar demais, de menos

amar demais, de menos

cobrar demais, de menos

sentir muito ciúme, pouco

querer entender, não querer

eu posso o que eu quiser

agradar a mim já é um desafio e tanto

e eu descobri que

eu posso

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

quero não querer saber

mais de mim sem você.
mais um mês e ainda não sei porque partimos. 
como nos perdemos.

e reli algumas cartas. pra ficar mais confusa, mais perdida, mais...

como me levantar dessa cama?
como encarar outro dia?
quero não sufocar.

e o pote de boas lembranças segue aguardando. já sem corpo pra este ano, e...

quero não querer saber.
quero não pensar em nós.
não estou sabendo viver.

e sinto cada vez menos, mas...

não posso mais.
não sei como voltar. 
não.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

tanto faz

11/01/14 : o melhor beijo de todos os tempos

11/02/14 : a gente e o mar

11/04/14 : new job, tudo vai dar certo. tudo

11/10/14 : partiu juntar tudo

11/01/15 : eu te amo, e eu te amo

11/03/15 : meus amores, minhas vidas

11/05/15 : hummm, que preguiça...

11/06/15 : chile e tudo vai dar certo...

11/01/16 : que dia é hoje mesmo? 

11/02/16 : tanto fiz, que agora tanto faz. fazer o que?

11/03/16 : tudo acabado, mas nem tanto...

11/04/16 : não sinto mais o que sentia...

11/05/16 : o melhor já não existe... e tanto faz

domingo, 1 de maio de 2016

domingo de fronhas

- Hoje é Domingo de fronhas mi amor.

Mas sem amor. 

O amor se foi. Nem sei dizer quando.
Mas foi.

Em seu lugar ficou algo.

Ontem senti saudade de seu cheiro. De seu algodão doce. Da gente grudado vendo TV de maneira incomoda, sem se incomodar.


- Pode me trazer uma bolinha igual a sua? Não aguento mais ficar sem música.

Sem música tudo às vezes beira o insuportável. 
Não quero pensar, quero ouvir.
Toca Raulllllll.

Nem tranquilo, nem favorável. 

Vou lembrar de você dançando. Da bundinha. Das aulas de tango que ficaram somente nos planos. 


- Estou indo cortar o cabelo e passo em casa pra pegar o dinheiro.

Que casa? 
Não é mais nossa. 
E ainda é. 

Com cerveja pelo menos.

E nem isso é bom por ora. É começar a beber pra nostalgia se instalar. A cada garrafa que subimos para o congelador, mãos se tocam, olhos ensaiam fuga e peitos se rasgam.


Ao menos no próximo Domingo de fronhas teremos trilha sonora.